S.T.R.A.I.G.H.T., faz-nos viajar a sítios que há algum tempo não eram visitados.Sons de épocas em que o que interessava não era só a perfeição do som...não era só ter um som limpinho e voz de anjo.São temas fortes e com uma potência sónica brutal.Que nenhum produtor tente estragar o som destes senhores! Este EP ocupou-me os ouvidos durante várias horas...so far.São músicas que realmente mexem com o corpo, fazem-me delirar na companhia de uma cerveja fresca e de um cigarro.Vou tentar vê-los ao vivo e espero que façam mais uns álbuns com este som espantoso! Façam download das músicas! ouçam! espalhem!
O Conto do Vigário, banda de Horror-Punk, existente há 3 anos.Tendo estado parada há algum tempo, regressa agora aos palcos com dois elementos novos, Nuno Clement no baixo e Alex Delarge, na bateria...este último tendo feito parte da primeira formação da banda e saido por razões de ordem pessoal.O Conto do Vigário conta, como sempre com Maldoror na voz, Zé Litro na Guitarra e Zumborg Carreira nas teclas. Depois de vários concertos com a sua dose de insanidade e excessos, esta actuação em Alvalade, terra natal da banda, promete ser mais uma demonstração de que o Punk não está morto.
Delta Swamp Rock é uma viagem através dos Estados Unidos da América onde o rock, country e soul se reunem numa encruzilhada - uma exploração das ligações musical e cultural entre as cidades de Memphis, Nashville e Muscle Shoals na década de 1960 e 70.
No início da década de 70, um novo tipo de música surgiu a partir dos estados do sul, Alabama, Tennessee, Georgia, Mississipi e Florida. Southern rock, soul, country e blues em conjunto para apresentar uma nova visão do sul.
Alinhamento: 1. Lynyrd Skynyrd — The seasons 2. Barefoot Jerry — Smokies 3. Joe South — Hush 4. Bobbie Gentry — Papa Won't You Let Me Go To Town 5. Area code 615 — Stone Fox chase 6. Duane And Greg Allman — God Rest His Soul 7. Cher — I Walk On Guilded Splinters 8. Cowboy — Please Be With Me 9. The Allman Brothers — Ain't Wasting No Time 10. Link Wray — Be What You Want to 11. Boz Scaggs — I'll Be Long Gone 12. Lynyrd Skynyrd — Comin' Home 13. Bobbie Gentry — Seasons Come, Seasons Go 14. Leon Russell — Out In The Woods 15. Tony Joe White — Polk Salad Annie 16. Barefoot Jerry — Come To Me Tonight 17. Duane And Greg Allman — Morning Dew 18. Dan Penn — If Love Was Money 19. Linda Ronstadt — I Won't Be Hangin' Round 20. Waylon Jennings — Big D 21. Big Star — Thirteen 22. Bobbie Gentry — Mississippi Delta 23. Travis Wammack — I Forgot To Remember To Forget 24. Johnny Cash — If I Were A Carpenter 25. Billy Vera — I'm Leaving Here Tomorrow, Mama
Geraldo Pino (AKA Gerald Pine)é, para muita gente um ilustre desconhecido.No entanto, foi considerado, além de James Brown, uma das principais influências para o grande Fela Kuti. Nascido na Serra Leoa, mudou-se para a Nigéria, onde fez carreira e se tornou muito popular em toda a África no início dos anos 70. O seu som era uma fusão do Funk americano com o Afrobeat.Os ritmos são altamente dançáveis e potentes e acompanhados por um Hammond B3 sempre presente.Claro está também, que a intervenção social e política povoava quase todos os seus temas. Uma das coisas que tornou Geraldo Pino & the Heartbeats uma sensação logo á partida foi que ao contrário da maioria das bandas que usavam um só microfone para as gravações, eles usavam cinco, o que tornava o seu som mais cheio e potente em relação aos outros.O próprio Fela chegou a dizer que esta banda arrasava e deixava qualquer um fora do negócio.Vale a pena ouvir o álbum Heavy Heavy Heavy.É uma colectânea de temas de Geraldo Pino & the Heartbeats entre os anos 60 e 70.
Discografia:
Let's Have a Party 1970 Afro-Soco Soul Live 1971 Heavy Heavy Heavy 2005
Depois de algum tempo sem vontade de escrever, talvez pela falta de seriedade com que o Oub'lá foi tratado recentemente...Venho propôr uma nova faceta deste blog, por achar que dará muito mais divulgação ás bandas, além de me permitir ouvir muito mais coisas novas feitas em Portugal, que é o que me dá gozo...o que acham? respondam no mini-inquérito no início do blog.Dêem as vossas sugestões ou opiniões!
Finalmente a entrevista com os Karpe Diem.Embora não concorde com a maneira como expõem as suas opiniões, resolvi publicar na mesma.
A banda já tem o novo CD á venda nas lojas e vai estar na Fnac do Fórum Almada na Quinta Feira, dia 10 ás 22 horas.Para quem ainda não os conhece, é uma banda que vale a pena ver ao vivo.
Punk Psicadélico: Como e quando Surgiram os Karpe Diem?
Karpe Diem: Era uma vez um gajo cheio de vontade. Formação zero, antecedentes “criminais” igual a nada…enfim um “artista”! Tudo isto no longínquo ano de 1990.
P.P: Sei, por razões óbvias…as influências do Bernardo.Os membros da banda partilham todos os mesmos gostos musicais?
K.D: E não só. O gosto pelos “metais” é talvez aquilo que mais contribui para o bom funcionamento da banda.
P.P: O Rock gótico tem uma grande influência nos Karpe Diem…há mais alguns géneros importantes para o fabrico do vosso som?
K.D: O feminino. Sem dúvida.
P.P: Ouvi ao vivo, a vossa versão de “Concerto” dos UHF, esta banda foi uma grande influência para os Karpe Diem?
K.D: Definitivamente, sim.
P.P: O facto de fazerem as letras em português, tem aberto algumas portas, ou pelo contrário, acham que se cantassem em Inglês, tornaria a vida da banda mais fácil?
K.D: Não pensamos muito nisso, mas já falámos com o nosso primeiro ministro, visto o homem ter tirado o curso de Inglês com distinção.
P.P: Incomoda-vos a ideia de muitas bandas em Portugal cantarem em Inglês?
K.D: What??
P.P: Tenho ouvido na rádio, temas verdadeiramente medonhos, que provavelmente só vão para o ar, por serem cantados na nossa língua…acham que se deve promover tudo, só por ser cantado em português?
K.D: E temas medonhos cantados em Inglês? Cada rádio tem o seu público alvo como tal deve divulgar em função do seu auditório.
P.P: O que pensam sobre os músicos portugueses que dizem mal das bandas que no nosso país não cantam em Português? Acham que essas pessoas têm razão, ou acham que apenas não estão a par do facto de quea maior parte das bandas mundiais não cantam na língua mãe?
K.D: Dizer mal é um estatuto adquirido. Quem fala sobre determinada coisa tem de ter conhecimento ou informação para o fazer.
P.P: Qual é a opinião que têm sobre o “panorama musical português?
K.D: “ Boas abertas, com chuva para a noite”.
P.P: Qual a vossa opinião sobre o facto de muitas bandas por vezes tocarem sem receberem cachet?
K.D: Isto nunca muda. Foi, é, e será sempre assim.
P.P: É fácil tocar ao vivo em Portugal?
K.D: Sem condições é facílimo. O caso muda de figura quando queres apresentar um bom espectáculo. O Som custa dinheiro, Os técnicos pagam renda de casa, a luz paga aos accionistas. Os músicos? Esses, são uns uns malucos a fazer barulho.
P.P: Os media portuguesestratam a música portuguesacomo devia ser tratada? ou acham que deviam mudar de estratégia?
K.D: A música Portuguesa não tem cura. A música Portuguesa é o antídoto para “Todos os males”( Todos os males. CD KARPE DIEM 2009).
P.P: A internet é um melhorveículo para promoção e divulgação de bandas do que as editoras, ou acham que pode arruinar todo um mercado?
K.D: O mercado com toda a sua burocracia e status instalado adormeceu à sombra dos proveitos acumulados e do seu umbigo. A Internet não aparece em nenhum gueto, como tal alguns ficaram a ver a tecnologia a passar, outros entraram nela, numa viagem sem fim… (Johnny go. CD KARPE DIEM 2009)
P.P: O que pensam sobre o MP3? Acham que o formatovai acabar com os músicos e bandas, ou vai simplesmente reduzir a qualidade dos carros dos directores das “majors”?
K.D: Os directores têm sempre bons carros. Talvez acabe com o conceito do disco enquanto um todo. Cada vez mais se vão fazendo canções isoladas que tentam respirar sem muletas. Certo? Errado? Veremos.
P.P: Portugal tem palcos suficientes para albergar os milhares de bandas que andam espalhadas por aí?
K.D: Portugal tem estruturas suficientes para dar apoio aos idosos? Portugal tem uma boa rede escolar? Portugal tem?
As bandas que se façam à vida e acreditem no seu valor sem fundamentalismos.
P.P: Têm alguns conselhos para as bandas que estão a aparecer agora?
K.D: Tentem o CONSELHO para tocar tocar tocar. Porque não, tocar?
O portal Horror Hotel, é a nova central de eventos e notícias sobre a cena Punk e alternativa em Portugal.Embora ainda esteja em construção, é já um site muito completo, com críticas, notícias de concertos, críticas a eventos, filmes, etc...Sem dúvida um site a visitar.
Projecto de Metal industrial, Zupernaut, criado por Zumborg, ex-membro de bandas como Machiaveljian South, In Darkness e Dreamland, Lança agora um E.P. de estreia com o título "Fire Flower", pela editora Poison Tree Records com sede em L.A.O E.P. está disponível no iTunes, Amazon e em mais cerca de 40 lojas on-line.
Desde há muito tempo que as bandas Rock do nosso país têm vindo a ser postas de lado pelas editoras (majors), em favor de uma nova espécie de bandinhas Pop que não fazem mais do que seguir as modas e mudar de estilo de música e mesmo de aparência conforme o que lhes dá mais dinheiro.Estes "artistas", com o tempo vão sendo topados pelos apreciadores da boa música e vão-se tornando ridículos...Há-os também, que em vez de seguirem o percurso dos músicos, que lhes dá notoriedade, experiência e até, se forem bons...realmente bons...lhes pode dar uma carreira a sério, que é difícil em Portugal, eu sei...estou a falar de dar concertos ao vivo...fazer demos para apresentar...passar horas a fio a ensaiar e a soar as estopinhas para conseguir um trabalho de jeito e de que se orgulhem..., vão para concursos televisivos "do tipo escola de música"...saem de lá a gravar um disco, que vende...porque as "tais" editoras os promovem tornando-se assim, discípulos da mediocridade...e quando deixam de vender, acabam a cantar coisas esquisitíssimas em programas de variedades que não lembram ao menino jesus...é este tipo de artistas que nós queremos que os nossos filhos ouçam? Mas quando faço pesquisas na internet, vou descobrindo bandas que se tornam a razão que me fez criar este blog...há muitas bandas boas em Portugal...mas o problema destas bandas (ás vezes nem é um problema porque muitas destas bandas teriam até vergonha de gravar um disco numa major), é que têm de juntar dinheiro para gravar um cd...têm de juntar dinheiro para mandar uma gráfica fazer as capas...têm de juntar dinheiro para a fábrica fazer uma quantidade razoável de cópias...têm de andar muitas vezes a pé a distribuir essas cópias por lojas...pelas que se permitem vender cds sem código de barras, porque se a banda quiser ter código de barras tem de juntar dinheiro para o pagar...têm de andar a palmilhar sítios para conseguirem tocar ao vivo, muitas vezes de graça, porque os senhores donos desses sítios acham que "a malta" já tem sorte em tocar ao vivo, porque "curtem comó caraças".Um dia, se tiverem sorte...uma editora pega neles...mas é uma editora pequena, com poucas possibilidades de promoção, sem grandes conhecimentos nem dinheiro para pagar ás rádios para passarem os seus artistas. Há muitas boas (óptimas) bandas no nosso país...tenho visto coisas que me fazem ter esperança que o Rock saia do "underground", ocupe o lugar que merece e venha ter com os vários milhões de portugueses que anseiam por o ouvir...The Jills, Anti Clockwise, Blood Safari, Les Baton Rouge, Capitão Fantasma, D3O, Moe's Implosion, Karpe Diem, Phantom Vision, Riding Panico, etc...são alguns exemplos do que o Rock pode ser por cá...e eles já andam aí, alguns até há muito tempo.
Os Moe´s Implosion, do Montijo, trazem-nos um emaranhado de vários estilos.Uma coisa "quase" nova que deve dar grande resultado ao vivo. Rock, Funk e insanidade quanto baste.Entre ritmos e breaks de bateria bem cadenciados e slaps de baixo, uma voz muitas vezes (rap)ada , efeitos psicadélicos e guitarras fortes e bem trabalhadas, fazem-nos "headbangar" e ter pena por ser apenas um EP. Foi gravado no início de 2007 nos BlackSheep Studios e com produção de Makoto Yagyu.
Ouçam: "Be quick"
A banda disponibiliza o seu Ep Morning Wood de 2007:
Acho que devo dizer qualquer coisa sobre este ícone da Pop que morreu.Ninguém pode negar o valor de Michael Jackson teve, pelo menos até certa altura...lembro-me de ter comprado o Thriller em cassete logo que saíu...andei a ouvir o "Wanna be startin' somethin'" e o "Beat it", já para não falar no "Thriller".Aquilo era novo! Só muito mais tarde é que conheci o "Off the wall" e percebi a influência que Quincy Jones tinha naquelas duas obras. Á parte de rumores como o facto de Jackson ser pedófilo e outros tantos, que a inveja gera sobre pessoas que felizmente não têm problemas mundanos como o dinheiro...tenho a certeza que Michael Jackson influenciou positivamente muita gente, tem um valor indiscutível na música Pop dos anos 80 e nunca vai ser esquecido.
Depois de algum tempo em que tive de tratar de alguns assuntos como perder um emprego, separar-me, andar á deriva, arranjar outro emprego, ajudar a formar uma banda e tocar nela durante algum tempo, perder outra vez o emprego, sair da banda e, durante o qual...encontrei a mulher da minha vida...coisas que não têm nada a ver com a investigação, crítica e promoção de bandas...vou voltar a trabalhar para o Oub'lá mais assíduamente a partir de agora...peço desculpa a algumas bandas que me enviaram demos e pessoas que me mandaram propostas para trabalhar para o blog, pela falta de resposta e atenção, mas neste período não consegui ter tempo nem, em outras alturas disposição para lhes responder.Também não posso deixar de agradecer o apoio que alguns leitores me têm dado ao mandar-me e-mails a elogiar o blog. Assim, vou começar agora a ouvir as maquetes que me mandaram e dar a devida atenção a todos os mails que me enviaram. Long live Rock!