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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Entrevista Karpe Diem


Finalmente a entrevista com os Karpe Diem.Embora não concorde com a maneira como expõem as suas opiniões, resolvi publicar na mesma.

A banda já tem o novo CD á venda nas lojas e vai estar na Fnac do Fórum Almada na Quinta Feira, dia 10 ás 22 horas.Para quem ainda não os conhece, é uma banda que vale a pena ver ao vivo.


Punk Psicadélico: Como e quando Surgiram os Karpe Diem?

Karpe Diem: Era uma vez um gajo cheio de vontade. Formação zero, antecedentes “criminais” igual a nada…enfim um “artista”! Tudo isto no longínquo ano de 1990.

P.P: Sei, por razões óbvias…as influências do Bernardo.Os membros da banda partilham todos os mesmos gostos musicais?

K.D: E não só. O gosto pelos “metais” é talvez aquilo que mais contribui para o bom funcionamento da banda.

P.P: O Rock gótico tem uma grande influência nos Karpe Diem…há mais alguns géneros importantes para o fabrico do vosso som?

K.D: O feminino. Sem dúvida.

P.P: Ouvi ao vivo, a vossa versão de “Concerto” dos UHF, esta banda foi uma grande influência para os Karpe Diem?

K.D: Definitivamente, sim.

P.P: O facto de fazerem as letras em português, tem aberto algumas portas, ou pelo contrário, acham que se cantassem em Inglês, tornaria a vida da banda mais fácil?

K.D: Não pensamos muito nisso, mas já falámos com o nosso primeiro ministro, visto o homem ter tirado o curso de Inglês com distinção.

P.P: Incomoda-vos a ideia de muitas bandas em Portugal cantarem em Inglês?

K.D: What??

P.P: Tenho ouvido na rádio, temas verdadeiramente medonhos, que provavelmente só vão para o ar, por serem cantados na nossa língua…acham que se deve promover tudo, só por ser cantado em português?

K.D: E temas medonhos cantados em Inglês? Cada rádio tem o seu público alvo como tal deve divulgar em função do seu auditório.

P.P: O que pensam sobre os músicos portugueses que dizem mal das bandas que no nosso país não cantam em Português? Acham que essas pessoas têm razão, ou acham que apenas não estão a par do facto de que a maior parte das bandas mundiais não cantam na língua mãe?

K.D: Dizer mal é um estatuto adquirido. Quem fala sobre determinada coisa tem de ter conhecimento ou informação para o fazer.

P.P: Qual é a opinião que têm sobre o “panorama musical português?

K.D: “ Boas abertas, com chuva para a noite”.

P.P: Qual a vossa opinião sobre o facto de muitas bandas por vezes tocarem sem receberem cachet?

K.D: Isto nunca muda. Foi, é, e será sempre assim.

P.P: É fácil tocar ao vivo em Portugal?

K.D: Sem condições é facílimo. O caso muda de figura quando queres apresentar um bom espectáculo. O Som custa dinheiro, Os técnicos pagam renda de casa, a luz paga aos accionistas. Os músicos? Esses, são uns uns malucos a fazer barulho.

P.P: Os media portugueses tratam a música portuguesa como devia ser tratada? ou acham que deviam mudar de estratégia?

K.D: A música Portuguesa não tem cura. A música Portuguesa é o antídoto para “Todos os males”( Todos os males. CD KARPE DIEM 2009).

P.P: A internet é um melhor veículo para promoção e divulgação de bandas do que as editoras, ou acham que pode arruinar todo um mercado?

K.D: O mercado com toda a sua burocracia e status instalado adormeceu à sombra dos proveitos acumulados e do seu umbigo. A Internet não aparece em nenhum gueto, como tal alguns ficaram a ver a tecnologia a passar, outros entraram nela, numa viagem sem fim… (Johnny go. CD KARPE DIEM 2009)

P.P: O que pensam sobre o MP3? Acham que o formato vai acabar com os músicos e bandas, ou vai simplesmente reduzir a qualidade dos carros dos directores das “majors”?

K.D: Os directores têm sempre bons carros. Talvez acabe com o conceito do disco enquanto um todo. Cada vez mais se vão fazendo canções isoladas que tentam respirar sem muletas. Certo? Errado? Veremos.

P.P: Portugal tem palcos suficientes para albergar os milhares de bandas que andam espalhadas por aí?

K.D: Portugal tem estruturas suficientes para dar apoio aos idosos? Portugal tem uma boa rede escolar? Portugal tem?

As bandas que se façam à vida e acreditem no seu valor sem fundamentalismos.

P.P: Têm alguns conselhos para as bandas que estão a aparecer agora?

K.D: Tentem o CONSELHO para tocar tocar tocar. Porque não, tocar?

Saudações musicais.

10 Set 2009 22:00
FNAC - ALMADA Almada, Lisboa
27 Set 2009 17:00
FNAC - ALGARVE SHOPPING - Guia / Albufeira Albufeira
7 Nov 2009 22:00
IN LIVE CAFÉ ( Moita) Moita, Lisboa
28 Nov 2009 21:00
EGA / Coimbra EGA, Coimbra




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

The Jills - Entrevista


Passado algum tempo a seguir The Jills, a banda concedeu-me uma entrevista. Infelizmente tem de ser em "formato Word" porque ainda não tenho hipótese de me deslocar aos sítios pessoalmente.Espero que gostem.
A banda é formada por: Phil Star,(ex- Babes in Babyland e The Noir Sexy Babes) na guitarra,Peter Les,(ex- Boys2Men e The Noir Sexy Babes) no baixo,MrBike,(ex- Mudas, Sold Mind, 2Kill, The Noir Sexy Babes) na voz e na guitarra e Leroy Jones,( Babes in Babyland, The Noir Sexy Babes, The Pessimists, The Guardian e The Laurence Sternes) na bateria.

Punk Psicadélico:Como surgiu o nome The Jills?
The Jills:Há coisas que não devem ser confessadas em público. O momento e as circunstâncias em que o nome surgiu é melhor ficarem entre nós.

P.P:Como e quando surgiram como banda?
T.J:Os The Jills surgiram em 2004, a partir de um projecto anterior, com o qual não estávamos suficientemente satisfeitos. Queríamos construir um som mais directo, mais despreocupado e que chegasse mais facilmente às pessoas, sem grandes rodeios. Música que pudéssemos transpor para os palcos com a mesma energia e qualidade de um excelente cd.

P.P:Quem são os antepassados do Death Lollipop Punk Rock n’Roll?
T.J:Os antepassados desse novo género musical somos nós mesmos e Jesus.

P.P:Como é o nascimento de uma música dos Jills?
T.J:Cada caso é um caso. Há temas que surgem de uma simples experiência num ensaio e há outros cujo nascimento é mais complexo e tortuoso. Normalmente a música surge primeiro e as letras depois. Os arranjos vão sendo trabalhados ensaio após ensaio. Puro génio criativo, resumindo.

P.P:Vi a vossa versão do 1969 dos Stooges,com o Guilherme Lucas dos Cães Vadios na guitarra, que, pessoalmente, achei espantosa. O Iggy é uma grande influência nos Jills? E já agora, o Ron Jeremy representa um papel importante na vida da banda? É que o tema soa a tributo.
T.J:Somos grandes fãs do Guilherme desde o tempo dos Cães Vadios. Ele é um espectador assíduo dos nossos espectáculos e a participação no “1969” surgiu de um convite que lhe fizemos numa dessas ocasiões. Foi uma grande honra para nós. Depois desse ensaio, tocámos juntos essa versão num concerto memorável no Porto-Rio.
O Iggy Pop é uma influência para grande parte das bandas de rock’n' roll e nós não somos excepção. Não temos um som parecido, mas partilhamos a mesma postura perante a música.
E, sim, o nosso tema “Ron Jeremy“ é um tributo ao lendário actor norte-americano. Somos profundos conhecedores e admiradores do seu trabalho. Apreciamos sobretudo o facto da sua imagem não corresponder exactamente aos padrões de beleza habituais no cinema porno. O Ron Jeremy é um tipo peludo, atarracado e feio. Uma espécie de actor punk do cinema porno. Nós identificamo-nos com isso. Infelizmente, e falando estritamente do seu instrumento de trabalho, a natureza não foi tão generosa connosco.

P.P:Tendo lançado já 2 Eps, o “One take only”, de 2005, e o “Madonna is our mother”, de 2007, e estando outro a caminho, quais são as perspectivas da banda?
T.J:Pensam editar um álbum?A nossa perspectiva é sempre a mesma: tirar o maior prazer do trabalho que fazemos. Obviamente, uma parte essencial da nossa realização enquanto artistas é sentir que chegamos às pessoas e que o nosso trabalho é apreciado. Claro que apostando em edições de autor, a capacidade de chegarmos ao grande público não é a mesma das bandas que editam com o apoio de grandes etiquetas e que estão integradas na chamada “indústria”. Mas a verdade é que não estamos preocupados com isso. O mercado está a mudar radicalmente e o meio underground é vasto e muito estimulante. Muita coisa passa por aí e vai passar cada vez mais. Isto não significa que se surgisse uma oportunidade institucional a não aproveitássemos. Até porque, tal como como o Iggy Pop, também gostamos de dinheiro.

P.P:Qual a razão que vos leva a não cantar em português?
T.J:Para contrariar o Sam The Kid.
Agora mais a sério. Estamos a planear compor temas em português. Já o fizemos em temas como o “So Young” e o “Trash City”. Mas não nos sentimos obrigados a cantar em português só porque estamos em Portugal. Não nos consideramos menos portugueses por recorrermos a outras línguas. A nossa regra é usar a língua que funcionar melhor em cada caso. Temos, por exemplo, um tema em francês, o “La Petite Putain de Paris”, porque funciona bem assim.

P.P:Irrita-vos o facto de haver músicos em Portugal que condenam o facto de algumas bandas não cantarem em português? Ou acham simplesmente que são pessoas distraídas, visto 70% ou mais das bandas por esse mundo fora não cantarem na língua mãe?
T.J:A questão da língua é uma questão recorrente. Do nosso ponto de vista, os artistas dignificam mais a cultura portuguesa através do seu trabalho, profissionalismo, e respeito pelas outras culturas, do que simplesmente por usarem o português nas suas criações. Há artistas que usam o português como argumento comercial em detrimento de outros que recorrem a outras línguas. Mas a verdade é que o facto de usar o português, só por si, não confere mais qualidade ao trabalho de um artista.

P.P:O que acham da ideia que algumas pessoas têm, que não é preciso pagar ás bandas menos conhecidas, porque só o divertimento de tocar ao vivo já é suficiente? Acham que nestes casos, as bandas têm que deixar de tocar, ou tocam e deixam de comer?
T.J:É uma questão interessante. Por regra, os espectáculos dos The Jills envolvem um cachet. E a razão é muito simples, ou melhor são duas: primeiro, os nossos espectáculos são o resultado de um longo trabalho e de um forte investimento pessoal; e, segundo, têm a mesma qualidade que nós próprios exigiríamos de qualquer outra banda, incluindo bandas profissionais. Por isso, é um trabalho que tem um custo e deve ser pago.
Na estrada, cruzámo-nos com muitas bandas e músicos dispostos a tudo e sem impor quaisquer condições. Trata-se de uma prática que contribui para o facilitismo e o amadorismo por parte de quem gere bares ou salas de espectáculos. Não contem connosco para isso. E esse é justamente o motivo pelo qual damos poucos concertos em comparação com outras bandas.

P.P:O que acham dos media portugueses em termos de música portuguesa? Concordam comigo quando digo que são completamente incompetentes e vendidos ás editoras majors?
T.J:Na globalidade, concordamos. Uma parte importante do público limita-se a seguir ordeiramente as “orientações” (as aspas são para não irmos mais longe) da crítica institucional (jornais, rádio e televisão). Não é fácil resistir a uma campanha de marketing bem montada. Mas também é preciso reconhecer que, graças à internet, esta realidade está a mudar rapidamente. Hoje podes consumir a “tua” música, fazer as “tuas” escolhas, sem precisares de recorrer aos gurus da crítica musical.

P.P:O Blitz, por exemplo, é um jornal que quase não faz promoção de bandas portuguesas novas... a única promoção do género, é feita no fórum do Blitz, por leitores que não estão no mapa de vencimentos da dita revista. O que acham disto?
T.J:Não compramos, nem lemos o Blitz. Preferimos ler a Golf Magazine. E se o conteúdo é aquele que descreves, temos poupado bom dinheiro. Em compensação, já visitámos o fórum do Blitz, onde fomos referenciados por diversas vezes, e é um espaço interessante.

P.P:As televisões e as rádios, pelo menos as de relevância nacional, não têm um único programa a promover novas bandas de garagem. O que acham que se podia fazer para melhorar isto? quem acham que teria de ser pressionado?
T.J:No passado, existiram alguns programas de televisão exclusiva ou maioritariamente dedicados à música moderna portuguesa. Neste momento, há um programa do J. P. Simões, que é emitido na RTP2. Mas, estamos de acordo, o investimento televisivo na música portuguesa é praticamente inexistente. O panorama é parecido nas rádios nacionais.
Mas se passarmos para o universo das rádios locais, tudo muda.

P.P:A internet pode ser um veículo melhor para divulgação de bandas do que as editoras? Viu-se o exemplo dos Radiohead, que disponibilizaram o último álbum na net e mesmo assim tiveram records brutais de vendas nas lojas. O que acham?
T.J:A internet é o nosso espaço natural. A internet, a sala de ensaios e o palco. Temos uma página no myspace (http://www.myspace.com/thejills999) e um blogue (http://thejills.blogspot.com/) actualizados diariamente. Além disso, comunicamos regularmente com o nosso público através de um mail que funciona como uma e-newsletter. Graças a este trabalho temos conseguido reunir um número crescente de pessoas nos nossos concertos. Isto vem ao encontro do que dissemos anteriormente. Hoje é possível divulgares o teu trabalho de uma forma eficaz sem precisares dos meios tradicionais. Claro que a internet não resolve nada se o teu produto não for suficientemente bom.

P.P:O que diriam se algum lunático se lembrasse de organizar um festival (não um concurso), exclusivamente para bandas de garagem com qualidade, sem fins lucrativos? impossível de todo? Ou acham que vale a pena tentar?
T.J:É uma ideia original. Um estádio cheio de pessoas para ouvir bandas de garagem. Uma ideia tão original que era capaz de pôr os meios tradicionais e a própria ”indústria” a salivar de interesse. Não digas a ninguém.

P.P:No futuro pensam vender algum dos vossos temas para um anúncio de telemóveis e ficar ricos?
T.J:Sim. E de bancos, automóveis ou cervejas. Claro que preferíamos vender os direitos de uma música para um anúncio de preservativos, acessórios sexuais ou bordéis. Mas nem tudo é perfeito. Era a nossa pequena vingança contra a “indústria”. Antes de aceitarmos, teriam que pedir muito.

The Jills usam:
Phil star: guitarra hofner, guitarra ibanez, amp peavey, pedal crybaby.
Peter Les: baixo Epiphone Thunderburst, Telégrafo.
MrBike: Guitarra Fender Telecaster, amp. Marshall.
Leroy: Bateria Premier e outras.

http://www.myspace.com/thejills999

http://thejills.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Entrevista com os D3O

Depois de algum tempo sem actividade, o Punk Psicadélico está de volta com uma entrevista com os D3O, banda de Rock n'Roll de Coimbra formada em 2003 por Toni Fortuna ex:Tédio Boys e É mas foice (guitarra e voz), Tó Rui ex:Batwings, Garbage Catz e Tu metes nojo (guitarra e coros) e Miguel ex:Garbage Catz e Planet Jacumba (bateria e coros).
Esta entrevista foi feita no único formato possível, sem eu ter de me deslocar a Coimbra nem eles a Lisboa.Pela Internet.

Punk Psicadélico: Como e quando começaram os D3o?

D3O: Todos nós tinhamos saído de projectos recentemente extintos, e tínhamos a necessidade de fazer música, já nos conheciamos e tudo apareceu naturalmente.

P.P: Como definem a vossa música?

D3O: Sincera, cheia de energia, suor, amor e carinho.

P.P: Onde vão buscar a inspiração para os D3o? Os Blues e o Rock n'Roll, têm uma grande influência na vossa música ou têm mais algumas fontes?

D3O: Isso tudo e a nossa própria vida.

P.P: Vocês não têm baixista, foi uma opção desde o início da banda? E porquê?

D3O: Na altura houve a ideia de tentar um novo formato, funcionou, e por isso ficou. ainda que não estejamos fechados a intervenções ou participações de outros instrumentos ou músicos.

P.P: Como é o processo criativo da banda? Tudo começa com uma jam, ou pensam primeiro no tipo de temas que querem tocar?

D3O: Tudo sai a partir de uma Jam, ou um riff que nos surge...normalmente é sempre um processo natural.

P.P: O que pensam do panorama musical do nosso país?

D3O: Pensamos que está melhor que à uns anos atrás, mas ainda há muito a fazer.

P.P: Acham que há palcos suficientes para as bandas tocarem em Portugal?

D3O: Nunca são demais.

P.P: Sentem-se incomodados de alguma forma quando aparecem tipos como o Sam the Kid a dizer mal das bandas portuguesas que cantam em inglês?

D3O: Quem é o Sam the Kid??? (brincadeira...) estamos num mundo livre, em que cada um se exprime como quer, e é só isso.

P.P: Qual é a vossa opinião acerca do Mp3? Acham mesmo que isso vai acabar com os músicos e as bandas, ou na verdade vai acabar com uma indústria discográfica completamente corrupta e monopolista?

D3O: Achamos que o Mp3 é só mais um formato. A indústria discográfica corrupta sempre há-de existir, tal como qualquer outra industria, mas cabe-nos a nós discernir o que nos interessa e tomar as nossas opções de acordo com os nossos principios.

P.P: Acham que a internet pode ser um veículo melhor para divulgação de bandas do que as editoras?

D3O: Achamos que agora, neste momento, uma não pode subsistir sem a outra, mas sem editoras, as bandas não têm trab alhos cá fora...e torna-se um ciclo incontornável.

P.P: Já têm em vista o próximo álbum?

D3O: Gravámos umas múscias novas, que já se tocam ao vivo...andamos a trabalhar nesse sentido, ainda que o nosso objectivo(desde o principio)nunca foi gravar o album....mas sim ir gravando registos e tocar ao vivo. Mas é uma hipotese que não descuramos...


Os D3O usam: Guitarras Gretch, amplificadores Hugues & Kettner e Fender e Bateria Ludwig e Pearl

Discografia:

Sixpacktrack 2003
8 tracks on red 2004
7 heartbeattracks 2005





Próximos Shows (
10 Out 2008 22:00
PLANO B Porto, Porto
11 Out 2008 22:00
ALLA SCALA BAR Braga, Braga
28 Nov 2008 22:00
Centro de Artes e Espectáculos de S. Mamede Guimarães