terça-feira, 13 de janeiro de 2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ron Asheton faleceu.O Rock está de luto mais uma vez

Ron Asheton, membro fundador dos Stooges, foi encontrado morto esta manhã em sua casa em Ann Arbor, Michigan.Tinha 60 anos.O corpo foi encontrado no sofá de sua casa e pensa-se que estivesse morto já há vários dias.
Ron Asheton foi um dos membros fundadores dos Stooges, banda formada em Ann Arbor em 1967, com Scott Asheton, seu irmão, na bateria, Dave Alexander (Já falecido), no baixo e Iggy Pop na voz.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

The Jills - Entrevista


Passado algum tempo a seguir The Jills, a banda concedeu-me uma entrevista. Infelizmente tem de ser em "formato Word" porque ainda não tenho hipótese de me deslocar aos sítios pessoalmente.Espero que gostem.
A banda é formada por: Phil Star,(ex- Babes in Babyland e The Noir Sexy Babes) na guitarra,Peter Les,(ex- Boys2Men e The Noir Sexy Babes) no baixo,MrBike,(ex- Mudas, Sold Mind, 2Kill, The Noir Sexy Babes) na voz e na guitarra e Leroy Jones,( Babes in Babyland, The Noir Sexy Babes, The Pessimists, The Guardian e The Laurence Sternes) na bateria.

Punk Psicadélico:Como surgiu o nome The Jills?
The Jills:Há coisas que não devem ser confessadas em público. O momento e as circunstâncias em que o nome surgiu é melhor ficarem entre nós.

P.P:Como e quando surgiram como banda?
T.J:Os The Jills surgiram em 2004, a partir de um projecto anterior, com o qual não estávamos suficientemente satisfeitos. Queríamos construir um som mais directo, mais despreocupado e que chegasse mais facilmente às pessoas, sem grandes rodeios. Música que pudéssemos transpor para os palcos com a mesma energia e qualidade de um excelente cd.

P.P:Quem são os antepassados do Death Lollipop Punk Rock n’Roll?
T.J:Os antepassados desse novo género musical somos nós mesmos e Jesus.

P.P:Como é o nascimento de uma música dos Jills?
T.J:Cada caso é um caso. Há temas que surgem de uma simples experiência num ensaio e há outros cujo nascimento é mais complexo e tortuoso. Normalmente a música surge primeiro e as letras depois. Os arranjos vão sendo trabalhados ensaio após ensaio. Puro génio criativo, resumindo.

P.P:Vi a vossa versão do 1969 dos Stooges,com o Guilherme Lucas dos Cães Vadios na guitarra, que, pessoalmente, achei espantosa. O Iggy é uma grande influência nos Jills? E já agora, o Ron Jeremy representa um papel importante na vida da banda? É que o tema soa a tributo.
T.J:Somos grandes fãs do Guilherme desde o tempo dos Cães Vadios. Ele é um espectador assíduo dos nossos espectáculos e a participação no “1969” surgiu de um convite que lhe fizemos numa dessas ocasiões. Foi uma grande honra para nós. Depois desse ensaio, tocámos juntos essa versão num concerto memorável no Porto-Rio.
O Iggy Pop é uma influência para grande parte das bandas de rock’n' roll e nós não somos excepção. Não temos um som parecido, mas partilhamos a mesma postura perante a música.
E, sim, o nosso tema “Ron Jeremy“ é um tributo ao lendário actor norte-americano. Somos profundos conhecedores e admiradores do seu trabalho. Apreciamos sobretudo o facto da sua imagem não corresponder exactamente aos padrões de beleza habituais no cinema porno. O Ron Jeremy é um tipo peludo, atarracado e feio. Uma espécie de actor punk do cinema porno. Nós identificamo-nos com isso. Infelizmente, e falando estritamente do seu instrumento de trabalho, a natureza não foi tão generosa connosco.

P.P:Tendo lançado já 2 Eps, o “One take only”, de 2005, e o “Madonna is our mother”, de 2007, e estando outro a caminho, quais são as perspectivas da banda?
T.J:Pensam editar um álbum?A nossa perspectiva é sempre a mesma: tirar o maior prazer do trabalho que fazemos. Obviamente, uma parte essencial da nossa realização enquanto artistas é sentir que chegamos às pessoas e que o nosso trabalho é apreciado. Claro que apostando em edições de autor, a capacidade de chegarmos ao grande público não é a mesma das bandas que editam com o apoio de grandes etiquetas e que estão integradas na chamada “indústria”. Mas a verdade é que não estamos preocupados com isso. O mercado está a mudar radicalmente e o meio underground é vasto e muito estimulante. Muita coisa passa por aí e vai passar cada vez mais. Isto não significa que se surgisse uma oportunidade institucional a não aproveitássemos. Até porque, tal como como o Iggy Pop, também gostamos de dinheiro.

P.P:Qual a razão que vos leva a não cantar em português?
T.J:Para contrariar o Sam The Kid.
Agora mais a sério. Estamos a planear compor temas em português. Já o fizemos em temas como o “So Young” e o “Trash City”. Mas não nos sentimos obrigados a cantar em português só porque estamos em Portugal. Não nos consideramos menos portugueses por recorrermos a outras línguas. A nossa regra é usar a língua que funcionar melhor em cada caso. Temos, por exemplo, um tema em francês, o “La Petite Putain de Paris”, porque funciona bem assim.

P.P:Irrita-vos o facto de haver músicos em Portugal que condenam o facto de algumas bandas não cantarem em português? Ou acham simplesmente que são pessoas distraídas, visto 70% ou mais das bandas por esse mundo fora não cantarem na língua mãe?
T.J:A questão da língua é uma questão recorrente. Do nosso ponto de vista, os artistas dignificam mais a cultura portuguesa através do seu trabalho, profissionalismo, e respeito pelas outras culturas, do que simplesmente por usarem o português nas suas criações. Há artistas que usam o português como argumento comercial em detrimento de outros que recorrem a outras línguas. Mas a verdade é que o facto de usar o português, só por si, não confere mais qualidade ao trabalho de um artista.

P.P:O que acham da ideia que algumas pessoas têm, que não é preciso pagar ás bandas menos conhecidas, porque só o divertimento de tocar ao vivo já é suficiente? Acham que nestes casos, as bandas têm que deixar de tocar, ou tocam e deixam de comer?
T.J:É uma questão interessante. Por regra, os espectáculos dos The Jills envolvem um cachet. E a razão é muito simples, ou melhor são duas: primeiro, os nossos espectáculos são o resultado de um longo trabalho e de um forte investimento pessoal; e, segundo, têm a mesma qualidade que nós próprios exigiríamos de qualquer outra banda, incluindo bandas profissionais. Por isso, é um trabalho que tem um custo e deve ser pago.
Na estrada, cruzámo-nos com muitas bandas e músicos dispostos a tudo e sem impor quaisquer condições. Trata-se de uma prática que contribui para o facilitismo e o amadorismo por parte de quem gere bares ou salas de espectáculos. Não contem connosco para isso. E esse é justamente o motivo pelo qual damos poucos concertos em comparação com outras bandas.

P.P:O que acham dos media portugueses em termos de música portuguesa? Concordam comigo quando digo que são completamente incompetentes e vendidos ás editoras majors?
T.J:Na globalidade, concordamos. Uma parte importante do público limita-se a seguir ordeiramente as “orientações” (as aspas são para não irmos mais longe) da crítica institucional (jornais, rádio e televisão). Não é fácil resistir a uma campanha de marketing bem montada. Mas também é preciso reconhecer que, graças à internet, esta realidade está a mudar rapidamente. Hoje podes consumir a “tua” música, fazer as “tuas” escolhas, sem precisares de recorrer aos gurus da crítica musical.

P.P:O Blitz, por exemplo, é um jornal que quase não faz promoção de bandas portuguesas novas... a única promoção do género, é feita no fórum do Blitz, por leitores que não estão no mapa de vencimentos da dita revista. O que acham disto?
T.J:Não compramos, nem lemos o Blitz. Preferimos ler a Golf Magazine. E se o conteúdo é aquele que descreves, temos poupado bom dinheiro. Em compensação, já visitámos o fórum do Blitz, onde fomos referenciados por diversas vezes, e é um espaço interessante.

P.P:As televisões e as rádios, pelo menos as de relevância nacional, não têm um único programa a promover novas bandas de garagem. O que acham que se podia fazer para melhorar isto? quem acham que teria de ser pressionado?
T.J:No passado, existiram alguns programas de televisão exclusiva ou maioritariamente dedicados à música moderna portuguesa. Neste momento, há um programa do J. P. Simões, que é emitido na RTP2. Mas, estamos de acordo, o investimento televisivo na música portuguesa é praticamente inexistente. O panorama é parecido nas rádios nacionais.
Mas se passarmos para o universo das rádios locais, tudo muda.

P.P:A internet pode ser um veículo melhor para divulgação de bandas do que as editoras? Viu-se o exemplo dos Radiohead, que disponibilizaram o último álbum na net e mesmo assim tiveram records brutais de vendas nas lojas. O que acham?
T.J:A internet é o nosso espaço natural. A internet, a sala de ensaios e o palco. Temos uma página no myspace (http://www.myspace.com/thejills999) e um blogue (http://thejills.blogspot.com/) actualizados diariamente. Além disso, comunicamos regularmente com o nosso público através de um mail que funciona como uma e-newsletter. Graças a este trabalho temos conseguido reunir um número crescente de pessoas nos nossos concertos. Isto vem ao encontro do que dissemos anteriormente. Hoje é possível divulgares o teu trabalho de uma forma eficaz sem precisares dos meios tradicionais. Claro que a internet não resolve nada se o teu produto não for suficientemente bom.

P.P:O que diriam se algum lunático se lembrasse de organizar um festival (não um concurso), exclusivamente para bandas de garagem com qualidade, sem fins lucrativos? impossível de todo? Ou acham que vale a pena tentar?
T.J:É uma ideia original. Um estádio cheio de pessoas para ouvir bandas de garagem. Uma ideia tão original que era capaz de pôr os meios tradicionais e a própria ”indústria” a salivar de interesse. Não digas a ninguém.

P.P:No futuro pensam vender algum dos vossos temas para um anúncio de telemóveis e ficar ricos?
T.J:Sim. E de bancos, automóveis ou cervejas. Claro que preferíamos vender os direitos de uma música para um anúncio de preservativos, acessórios sexuais ou bordéis. Mas nem tudo é perfeito. Era a nossa pequena vingança contra a “indústria”. Antes de aceitarmos, teriam que pedir muito.

The Jills usam:
Phil star: guitarra hofner, guitarra ibanez, amp peavey, pedal crybaby.
Peter Les: baixo Epiphone Thunderburst, Telégrafo.
MrBike: Guitarra Fender Telecaster, amp. Marshall.
Leroy: Bateria Premier e outras.

http://www.myspace.com/thejills999

http://thejills.blogspot.com/

terça-feira, 4 de novembro de 2008

The Jills - One take only Ep

Graças ao meu vizinho Portugal Underground,veio-me parar ás unhas o Ep One take only de 2005, dos rockers de Gaia The Jills.Depois de "headbangar" um bocado a ouvir estas malhas com os meus Sennheiser HD25 abertos para não saltarem da cabeça, decidi contratar o Peter Grant para ser o manager da banda,fazer uma editora e convidá-los para serem a banda de estreia,com um contrato de três anos ,200.000 euros, três discos e um Cessna privado com o nome deles nas asas, mas depois lembrei-me que o meu patrão me pagou no dia 31 com um cheque traçado e que não tenho o dinheiro disponível.Resta-me portanto, continuar a ouvir e a divulgar os The Jills que vão estar no Pin-Up Bar no dia 7 de Novembro com os Acid Jesus do Porto.

Bar Pin Up, Rua Sá da Bandeira, 800 Porto

http://www.myspace.com/thejills999
http://www.myspace.com/theacidjesus

The Jills - One Take Only Ep 2005

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Top Nacional

- Capitão Fantasma - Se eu enlouquecer
- Mão Morta - O Rei Mimado
- Rádio Macau - Amanhã é sempre longe demais
- Sérgio Godinho - O primeiro dia
- Belle Chase Hotel - Fossanova
- Pop Dell'Arte - My funny Ana Lana
- Croix Sainte - The Life of he
- Amália Rodrigues - Com que voz
- Carlos Paredes - Verdes anos
- Bizarra Locomotiva - Gatos do Asfalto
- Wraygunn - She's a go go dancer
- É m'as Foice - Galinheiro
- Moonspell - I'll see you in my dreams

Top estrangeiro

- The Mission - Like a child again
- The Lords of the New Church - Dance with me
- The Damned - Eloise
- Peter Murphy - Strange kind of love
- Nick Cave & the Bad Seeds - Do you love me
- Bauhaus - The passion of lovers
- Mazzy Star - Fade into you
- The The - The uncertain smile
- Jeff Buckley - Hallelujah
- New Order - Crystal
- Iggy Pop - The passenger
- Alphaville - Forever young (Unplugged)
- Sisters of Mercy - Marian
- The Undertones - Teenage kicks
- Love & Rockets - Kundalini Express
- The Psychedelic Furs - Pretty in pink

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


Top estrangeiro

-Buzzcocks - Ever fallen in love with someone
-The Lords of the New Church - Russian roulette
-Fields of the Nephilim - Moonchild
-Generation x - Ready steady go
-Magazine - Shot by both sides
-Joy Division - Twenty four hours
-The Clash - Complete control
-The Specials - Ghost town
-Hawkwind - Silver machine
-Ted Nugent - Journey to the center of the mind
-Tenacious D - Tribute
-Martha & the Muffins - Echo beach
-Marc Almond & Clint Ruin - Ghostrider

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

TOP nacional ...os que me apetecer e sem ordem*

- Dead Boy - Lonely nights
- Phantom Vision - Total eclipse
- Anti Clockwise - Basic man
- Balla - Nada
- Black Kimono - Pitchblack attack
- Zé Pedro dos Xutos - Chega-te a mim
- The Ratazanas - King Kong
- Um Zero Amarelo - Canção de amigo
- The Soaked Lamb - Tombstones under oak trees
- The Vicious Five - Coffee helps
- The Jills - Motherfucker on my back

*Este Top vai aparecer semanalmente e é baseado no que ouço no Myspace de cada banda, com excepções que serão devidamente assinaladas.

Os Pontos negros - Material inútil

Depois do segundo comentário que recebi sobre o artigo dos Pontos Negros,decidi ouvir o álbum.
Embora rendido mais uma vez á evidência de que são excelentes instrumentistas e que toda a parte instrumental tem uma energia enorme, acho que não são a lufada de ar fresco que toda a gente anda a apregoar,não trazem nada de novo á música nacional,há muitas bandas em Portugal muito melhores que eles e que nunca gravaram discos, e a minha opinião em relação ao vocalista mantém-se.Acho que a sua maneira de cantar corta a energia toda que o resto dos instrumentos tenta transmitir.Também acho as letras péssimas.

Achei também que foi nojenta a maneira como algumas pessoas insinuaram que os pontos negros eram atacados desta maneira por serem evangélicos...não, filhos...não é por isso.

Muitos cantores de blues americanos que eu ouço eram evangélicos
Muitos músicos de Jazz negros que eu ouço são muçulmanos
Muitas bandas de Rock dos anos 60 e 70 que eu ouço eram católicas
Resumindo e sem querer perder mais tempo a pensar nisso, 90% da música que eu ouço é tocada
por músicos de religiões contrárias aos meus ideais e não é por isso que vou deixar de os ouvir.
Estou francamente a borrifar-me se eles são evangélicos, budistas,católicos,muçulmanos ou outra porcaria qualquer,o que há de errado neles é o vocalista.

sábado, 25 de outubro de 2008

http://www.myspace.com/fionaatforty

Karpe Diem com um Ep a caminho

Está para breve o registo em CD dos Karpe Diem.Em vez do álbum que esperávamos e por dificuldades que passam pela falta de uma editora, os Karpe Diem terminaram as gravações dos quatro temas para um Ep.

Para ouvir:

http://palcoprincipal.clix.pt/karpe_diem

http://karpediem.org/

http://myspace.com/karpediemrock

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Rádio M80...uma ideia que poderia ter sido boa.


Quando a M80 apareceu, fiquei contente...a sério.Finalmente uma rádio dedicada ás três décadas de 70, 80 e 90!...mas depois pensei...70, 80 e 90?...isto só vai resultar se fizerem programas específicos...dedicados a cada uma delas, senão, fica um mix horrível.Mas, eles são profissionais da rádio, devem ter pensado nisso com toda a certeza.Esperei para ver...ou ouvir...
Desde que a M80 apareceu, já sintonizei a sua frequência várias vezes e fiquei já um tempo considerável a ouvir a dita rádio.Além de chegar á conclusão de que nessas três décadas só houve hits, os álbuns costumavam ter só uma música que, por acaso era logo considerada um hit, comecei a notar a falta de escrúpulos e gosto músical e estético dos ditos locutores ou radio dj's, ou simplesmente máquinas que estão por detrás dos gira-discos, ou leitores de cassetes ou simplesmente computadores com MP3.Os seventies, os eighties e os nineties, são épocas, musicalmente completamente diferentes, embora o fim dos seventies e o fim dos eighties, se possa facilmente confundir com o princípio dos eighties e o dos nineties, de qualquer maneira, estes senhores são capazes de fazer barbaridades como passar Led Zeppelin e Duran Duran, Gary Numan e Velvet Underground,etc...tudo na mesma hora.

Cheguei á conclusão que os ditos locutores ou radio dj's, ou simplesmente máquinas...são agora as putas lobotomizadas e sem vontade própria,dos directores de programas, o que faz da M80, mais uma rádio sem utilidade.

P.S:Parem de fazer programas para atrasados mentais e pessoas sem conhecimento músical...porque, embora vocês não saibam, (porque provavelmente, enquanto o vosso computador passa mp3 numa playlist chamada programa de rádio, vocês nem estão lá.), há pessoas com gosto e que provavelmente gostariam de ouvir pelo menos um programinha de rádio feito por uma pessoa, e com um mínimo de lógica na selecção das músicas...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Os Pontos negros...estão a gozar comigo?

Citando a Universal Music:
"Na semana de lançamento do álbum dos Pontos Negros, ‘Magnífico Material Inútil’, não se fala de outra coisa. Reza a história que há muito não havia história assim. É unânime: “A primeira Longa Duração ponto-negrina a sair com o selo da Universal Music Portugal é uma agulha - a injectar vitalidade no panorama musical nacional, a tatuar 2008 nas omoplatas do panorama musical nacional, a picar os que tinham ganho aversão às palavras "panorama musical nacional"."

Depois de uma apresentação destas, o que é que se pensa?...bem, vêm aí os próximos Rolling Stones,ou qualquer coisa assim, não é?...pois bem...não se iludam...Ladies and gentlemen...from Queluz...Portugal...Os Pontos Negros...

Antes de iniciar,devo dizer que a política deste blog não é dizer mal das bandas más, mas sim ignorá-las.
Porém, depois de receber a apresentação que a Universal mandou para a loja de discos onde trabalho e depois de vários ataques de riso (meus e dos meus colegas de trabalho),a ouvir a dita banda,achei por bem vir aqui informar, que, pelo menos na nossa loja, esse disco não vai entrar.
Não percebi ainda onde está o interesse desta banda.O vocalista tem uma voz horrível e não sabe cantar.O instrumental é bom, mas é violentamente vandalizado pela falta de qualidade da voz e das letras incrivelmente infantis e ridículas.Só acho que o gajo que escolheu o nome do álbum devia ser condecorado.Não percebo como é possível uma banda como esta gravar um disco...quanto mais gravá-lo na universal.Só vem provar mais uma vez que o panorama musical mainstream em Portugal, está completamente pôdre.

Tenho também de acrescentar uma nota,porque já andam a dizer que os pontos negros são o máximo porque têm lugar no top???

pois bem, fiquem a saber que o top é feito conforme as compras que as lojas e armazéns fazem...o disco pode não ter vendido ainda 1 exemplar ao público...não me lixem...acho francamente que a universal usou todo o seu poder e desenganem-se aqueles que acham que os Deus escolheram os pontos negros para fazer a primeira parte, porque os Deus pertencem á Universal também.Por isso devem ter sido postos entre a espada e a parede, do género:
querem os Tara perdida ou os pontos negros?...vamos ver é o que é que o público dos deus acha...

Quando há por este país fora,do Minho ao Algarve, bandas de qualidade superior a darem concertos todas as semanas, com anúncios de concertos em blogs, concertos ás vezes com publicidade nas rádios...senhores das editoras "Majors"...o melhor que conseguem arranjar são os pontos negros? devem estar a gozar comigo...

Ouçam para crer: (por favor ouçam o tema "Lili")
http://www.myspace.com/ospontosnegros

terça-feira, 14 de outubro de 2008